A razão mais simples pela qual precisamos de bolsas de mão é a utilidade. Poucas roupas têm bolsos suficientes para guardar tudo o que precisamos durante o dia. Uma bolsa de mão nos dá a liberdade de manter os itens essenciais por perto sem sacrificar o conforto ou o estilo. De uma perspectiva funcional, uma bolsa é uma solução móvel de armazenamento, que evolui conforme nossos estilos de vida mudam.
E não é uma ideia nova. Os humanos carregam bolsas há milhares de anos. Um dos exemplos mais antigos conhecidos pertencia a Ötzi, o Homem do Gelo, que viveu há mais de 5.000 anos e carregava uma bolsa de couro para ferramentas e suprimentos. No antigo Egito, as pessoas usavam bolsas de couro com alças para guardar itens essenciais do dia a dia já em 2686 a.C.
Elas Expressam Quem Somos
Uma bolsa de mão também é uma forma de autoexpressão. Transversal minimalista, tote estruturada, clutch divertida, cada escolha comunica silenciosamente algo sobre nosso gosto e prioridades. Mesmo quando não pensamos conscientemente nisso, a bolsa que carregamos frequentemente sinaliza aspectos da nossa personalidade, humor e senso de estilo.
Essa conexão entre bolsas e identidade remonta a séculos. No início dos anos 1300, uma nobre no Oriente Médio carregava o que hoje se acredita ser a bolsa de mão sobrevivente mais antiga do mundo: a Bolsa Courtauld, feita com incrustações intrincadas para exibir riqueza e status. No final dos anos 1700 na Europa, a moda feminina mudou para silhuetas mais esguias inspiradas na Grécia e Roma antigas, dando origem às delicadas retículas, pequenas bolsas de cordão feitas de seda e veludo, projetadas para complementar vestidos elegantes sem adicionar volume.
Elas Refletem Cultura e Artesanato
As bolsas de mão carregam significado cultural. Em muitos lugares, simbolizam status, habilidade artesanal e tradição. Os materiais, a construção e o design podem contar uma história, às vezes de herança, às vezes de inovação.
Durante a Revolução Industrial, a bolsa de luxo moderna surgiu quase por acaso. Em 1841, o empresário inglês Samuel Parkinson encomendou um conjunto de malas de viagem de couro duráveis e insistiu em uma bolsa mais resistente para sua esposa após notar que sua delicada bolsa de tecido não era adequada para longas viagens de trem. O resultado foi o primeiro conjunto coordenado de bolsas de couro projetadas para combinar com sua bagagem, precursoras das peças de alta qualidade que reconhecemos hoje.
Até mesmo a linguagem que usamos para descrever bolsas evoluiu junto com seu papel. A palavra handbag apareceu pela primeira vez no início dos anos 1900, inicialmente referindo-se à bagagem de mão masculina, antes de passar a descrever os acessórios maiores e mais estruturados que as mulheres carregavam. Enquanto isso, termos como pocketbook e purse continuaram a mudar de significado entre culturas e décadas.
Elas Fazem Parte do Ritual
Para muitas pessoas, pegar uma bolsa de mão marca o momento de sair para o mundo. É um pequeno ritual: arrumar suas coisas, verificar se está tudo lá, fechar o fecho. Isso sinaliza que você está pronto para ir.
Esse ritual ocasionalmente atraiu interpretações inesperadas. No início do século XX, Sigmund Freud afirmou que as bolsas de mão eram sugestivas sexualmente, argumentando que o ato de retirar itens pessoais em público simbolizava a sexualidade da mulher, uma ideia que refletia mais as ansiedades da época do que a realidade da vida cotidiana.
Ao longo das décadas, as bolsas de mão foram tanto criticadas quanto celebradas. Na década de 1940, as escassezes da guerra inspiraram alternativas criativas como bolsas de ráfia e bolsas de crochê. Na década de 1980, a Primeira-Ministra britânica Margaret Thatcher tornou sua bolsa estruturada famosa o suficiente para inspirar o verbo to handbag, que significa dominar ou repreender um oponente com determinação.
Até a Rainha Elizabeth II era conhecida por ter possuído mais de 200 bolsas Launer London, cada uma cuidadosamente escolhida para acompanhá-la durante décadas de vida pública.
Não Sabemos Por Que Você Precisa de Uma Bolsa, Mas Sabemos Por Que As Fazemos
Não podemos afirmar saber exatamente por que você pega uma bolsa de mão todos os dias, talvez seja por praticidade, talvez seja um pequeno ato de autoexpressão, ou talvez seja simplesmente hábito. Mas sabemos por que as fazemos. Fazemos bolsas de mão para honrar o artesanato, para celebrar materiais belos e para criar algo que pareça pessoal em um mundo de coisas descartáveis. Fazemos para que, seja qual for sua razão, você tenha uma peça feita para durar e digna de carregar a história que deseja contar.